terça-feira, 31 de agosto de 2010

Os porquês que não me importo se estão adequados na gramática


A muito tempo atrás, quando cursava o ensino médio (ok, não muito tempo assim) e falava muito mais abobrinhas do que costumo falar hoje em dia, ao voltar da escola com uma amiga que estava toda alegre por ser sexta feira, soltei a seguinte frase "não gosto de sexta feira porque está muito próxima da segunda". Ela riu, riu, riu, achou tanta graça que contou pra todos na casa dela, e sempre que eu encontrava com sua avó, ela vinha comentar sobre essa minha pérola. Analisando isso, sob a ótica de meus 23 anos, não retiro em nada minha opinião, que só ficou um pouco esquecida no tempo. E dela criei muitos outros porquês (agora interrogativos e não mais afirmativos) que não tenho respostas, estou longe de descobrir e nem quero perder meu tempo tentando.

- Por que as semanas são todas iguais, e a gente torçe tanto para que chegue logo a outra semana que vai ser igual a que se passou?

- Porque, quando estamos velhos, reclamamos que a vida passou rápido demais, se não era isso que sempre desejávamos?

- Por quê que, quando somos criança, esperamos ansiosamente por ter uma vida de adulto, se quando finalmente nos tornamos adultos, trabalhamos demais, descansamos de menos e esquecemos de aproveitar a vida?

- E porquê quando nos tornamos adultos, temos saudades da infância?

- Por que a gente espera tanto por momentos de felicidade, se daqui um tempo, tudo será esquecido?

- Porque uma pessoa em pleno século XXI, com tanta tecnologia, fácil acesso e novidades fica tão cansada da vida?

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Manual de gente chata

1 - Se você chamar meu nome, tenha claro em sua mente o que quer falar. Não atrapalhe a toa, e nem tire minha concentração por nada.
2 - Se você diz que vai ligar amanhã, ligue próximo ao horário marcado. Não me faça esperar, não me zangue por tão pouco. E se não ligar, é morte.
3 - Fale alto, se quer ser escutado. Do contrário, será totalmente ignorado. Leitura labial é pra poucos.
4 - Também não fale gritando. Isso irrita ao extremo.
5 - Não peça coisas que estão a seu alcance. Cuide de sua própria preguiça e não atarefe outras pessoas com o seu descaso.
6 - Se quer falar, desabafar, chorar, fique a vontade. Porém, tenha ouvidos pra quem também agüentou suas lamentações. Se você só quer conversar a respeito dos seus problemas, vá fazer análise. Pelo menos o psicólogo recebe pra isso.
7 - Antes de perguntar, tenha certeza que você não sabe a resposta.
8 - Seja coerente com suas palavras. Se diz que faz, faça. E se diz que não faz, não faça! Gente hipócrita é igual ou pior que gente mentirosa.
9 - Não desmarque compromissos pela quinta vez seguida. Se não quer, fale logo. Do contrário, todos desistirão de você.
10 - Se quer dormir ou descansar, faça isso nos horários habituais. Não deixe para os dias de lazer, a menos que você goste de solidão. Ninguém é obrigado a aguentar sua lerdeza.
11 - Se seu amigo está com alface no dente, sorvete em volta da boca ou uma mancha na cara, avise. Não espere que a pessoa saiba disso olhando no espelho. Quem não avisa não é amigo. Desista de si mesmo.
12 - Se quer vasculhar, pergunte. Não fique disfarçando, andando ao redor, olhando para o outro lado, achando que ninguém está percebendo.
13 - Perdeu alguma coisa? Não? Então pare de olhar.
14 - Se está com calor, ligue o ventilador na sua direção. Não faça os outros passarem frio por sua causa.
15 - Se emprestar, devolva. Se possível, não deixe passar de 1 mês. Não pense que a pessoa esqueceu e nem espere ser cobrado para devolver.
16 - Se está com pressa, saia mais cedo de casa. Não culpe as condições adversas por seu atraso. Elas sempre irão existir.
E então, qual o grau de sua chatice?

terça-feira, 13 de julho de 2010

Prometo não prometer mais nada!

Recado para meus que-ri-dos leitores: ACEITO E AGRADEÇO QUALQUER SUGESTÃO DE TEMA PARA ESSE BLOG. Pode opinar, se tem algum assunto que você gostaria que eu publicasse aqui, não pense duas vezes. Agora, se eu vou aceitar, já não sei! Depende do tema. Mais acredito que vocês não têm mau gosto e vão opinar sobre coisas legais de se falar.
Ontem, me sugeriram que falasse sobre promessas. Achei interessante. Não são todos que são capazes de cumprir com as promessas que fazem. Pode se tratar de uma promessa pro amigo, pra mãe, pro marido, pro filho, pro Papa. Mais a pior é a promessa que deixamos de cumprir para nós mesmos, embora essa seja a que mais tem possibilidade de dar certo, porque hoje em dia cada um só sabe olhar pro próprio umbigo.
Já ouvi falar de promessas que deram certo, e pra isso a pessoa faz qualquer sacrifício, e por qualquer tempo. Por exemplo: deixar de comer chocolate por um ano, ou deixar de ouvir determinado tipo de música pra sempre. Mas existem também promessas boas, das quais não precisamos necessariamente nos abster das coisas: doar cestas básicas e mudar maus hábitos são alguns exemplos. E tem também aquelas promessas que a pessoa faz só pra deixar a outra feliz, e que são as que tem mais chances de dar errado.
A muito tempo deixei de acreditar na humanidade. A grande maioria não é nem um pouco confiável e precisamos analisar muito bem quando alguém nos parece gente boa, porque as aparências enganam E muito! Então, se alguém me promete algo, na outra semana já esqueci, porque sei que a chance de não ser cumprida é muito grande. E é por isso que não saio por aí jogando promessas ao vento. Primeiro porque vou esquecer. Segundo, porque não quero que desacreditem das minhas palavras se algo der errado. Acredito sim no bom senso (no meu, não no seu), e que pra todo o ato, há conseqüência.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Pois é...

Acordei pela manhã sentindo um forte cheiro de acetona exalando por todo o quarto. Logo me vem em mente que alguém derrubou um pote de acetona no chão e saiu sem limpar. O odor me incomoda tanto que não consigo mais dormir. Levanto, vou ao banheiro e lavo bem o rosto. Ao voltar pro quarto, o cheiro havia sumido, como se nunca tivesse existido...

Aquela noite não tinha sido uma noite qualquer. Mal conseguira dormir. Em 7 horas de sono, acordei pelo menos 15 vezes, interrompendo sonhos cada vez mais bizarros. Rolava de um lado ao outro, na tentativa de conseguir finalmente uma posição confortável par um sono profundo, porém, sem êxito. Hora acordava sentindo frio, hora sentindo calor. O lado direito da cabeça insistia em latejar, até mesmo nos sonhos. Seria pedir demais que ao menos em sonhos pudesse ter tranqüilidade?

A cidade toda dormia e o silêncio ecoava alto em meus tímpanos. Tenho a sensação de que ao amanhecer, todos acordarão ansiosos por mais uma semana que começa, menos eu. Ao primeiro raio solar, quero dormir em paz. Na primeira manifestação da lua, desejo não precisar buscar para que a serenidade se instale sobre mim.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Live fast, die young

Dias atrás, li uma matéria da qual dizia que o segredo para a longevidade, de modo geral, está associado 30% a genética e os outros 60% ao modo de vida. Então, se você pratica poucos exercícios, está obeso, e se estressa fácil, cuidado, o bico do corvo está próximo. Porém, a toda regra, existem as exceções. Aqueles que tiraram a sorte na loteria genética podem viver mais de um século fumando, bebendo e comendo fast-food a vontade. Tudo isso no ócio! Mais isso acontece somente com uma pessoa a cada 5 ou 6 mil. Sortudos? Depende do ponto de vista. Já ouviram aquele clichê ‘live fast, die young’? Traduzindo, viva do jeito que quer, faça tudo que tenha vontade, e morra cedo, feliz porque não se privou de nada e fez todas as loucuras que desejou. Agora, outra linha de pensamento está associada a levar uma vida regrada, longe das coisas que façam mal, onde devemos sempre nos empenhar para praticar exercícios, passar longe do Mc Donalds, e nunca, NUNCA descuidar do corpo e da mente. Assim, com essa vidinha saudável, nossas chances de viver depois dos 80 são grandes. Porém, nem sempre o que você prefere, você faz. Eu opto pela vida, mais quem disse que consigo viver de frutas, legumes e água? Acha mesmo que tenho disposição pra praticar exercícios depois de trabalhar quase 9 horas por dia? Eu quero é descansar, matar minha fome com chocolates e extrapolar nos finais de semana. E você, o que prefere?

sexta-feira, 25 de junho de 2010

O tempo que não pode ser medido no relógio

A vida anda. A vida corre. A vida voa. Quando você percebe, já está na meia idade, olha pra trás e começa a analisar tudo que fez. E o pior: o que deixou de fazer. Pra mim, nem parece que já faz 6 anos que terminei o ensino médio. Ainda lembro claramente dos professores, das amizades e das conversas sobre bandas, filmes e outras nerdisses que eu adorava. Aos 17 eu nem tinha muitas ambições. Agora, aos 23, posso dizer que continuo pensando da mesma forma. É claro que muitas coisas aconteceram, muitas coisas mudaram. Apesar de ter mais responsabilidades, posso dizer que sou mais feliz hoje em dia. Acho que o segredo para se chegar a velhice e não se arrepender das coisas que não fez seria justamente não ter grandes ambições. Pense pequeno, pense somente nas coisas alcançáveis da vida se não quiser se frustrar. Não crie grandes expectativas em cima das pessoas e nunca, em hipótese alguma, se compare à elas. Não olhe pra trás pensando que já se passaram 10 anos e nada mudou, ou pior, piorou. Tenha uma reflexão de sua vida onde possa analisar os momentos felizes que já viveu, não importanto se já faz 2, 3 ou 8 anos.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Para todos os fantoches, dedoches, ventrílocos e afins...


No planeta em que vivemos, de norte a sul, leste a oeste, somos todos atores. Ele, eu, você, NÓS! Nem adianta discordar ou argumentar que consegue ser 100% você, 24 horas por dia. Impossível. E explico. Dependendo da ocasião, temos que nos comportar do modo que o compromisso nos espera. Nessas horas, precisamos fugir de nossa essência para não passar uma imagem errada, uma má impressão, então, fingimos ser algo que na realidade não somos.

Me diga, quantas vezes você sentiu vontade de mandar pra PQP seu colega de trabalho? Agora, se fosse seu irmão mais novo, ou um corintiano, tenho certeza que não pensaria duas vezes.


Ainda discorda? Vai dizer que você é na casa dos outros, a mesma coisa que é na sua casa? Vai dizer que come com os mesmos modos? Se sente confortável em sentar todo torto a mesa e/ou colocar o pé na cama? E quanto a relacionamentos interpessoais? Consegue manter o mesmo nível de conversa com um amigo e com seu chefe? Se consegue, parabéns! Seu chefe é ‘gente boa’.


No entanto, é na aparência que o bicho pega. Tente passar do portão de sua casa desarrumado, sem pentear os cabelos e com a roupa que acabou de acordar. Se as pessoas que trombarem com você nesse meio tempo não estivessem fingindo (porque não te conhecem e é feio rir da desgraça alheia), com certeza soltariam uma bela gargalhada bem na sua cara! Mas como não podem, claro, estão fingindo ser uma coisa normal - até virar a esquina.


É isso. Calar para não sofrer as consequências. Agradecer para ser educado. Sorrir para agradar. Ser gentil para ser polido. Conter o choro para ser homem. Ter uma boa aparência para ser bem sucedido. Não ser você para se enquadar e conviver numa sociedade em que todos estão no mesmo barco da hipocrisia.