terça-feira, 6 de novembro de 2012

jaz pra lá

Voltei pra casa
com um perfume que não era meu,
lembrando na noite passada que faleceu
que me corrompeu.
Com um semblante que não queria ter,
aos farrapos e imundo
esse é meu novo ser.
Parei, analisei,
e friamente calculei:
Já era, admiti.
O que aprendi de bom, esqueci.
fugi, parti
pra algum lugar
bem longe daqui.

Problem?

UMA FORMIGA. Ao longe, pequena, quase imperceptível, toma poucas formas na vasta área em que seu olhar alcança. Chegue mais perto, analise, suas peculiaridades, sua singularidade, toma forma definida no pequeno espaço que seu pequeno corpo pode ocupar. Assim podem ser seus problemas, dependendo da forma com que você observa. Diminua-os, à seu verdadeiro tamanho, ou, os torne maiores, dum tamanho irreal, martele em cima disso e logo será uma mancha negra a ocupar seus pensamentos. Problemas de mais, problemas de menos, as vezes, o que precisamos mesmo é reduzí-los à sua insignificância.

sábado, 20 de outubro de 2012

Time

Quero deixar bem claro,
que por você já não me abalo.
E que encontro para meu amparo,
essa vida que me embalo.

Percebo num estalo,
que parar no tempo custa caro!
Por isso me preparo;
não páro!

Seu amor?
Que escorra tudo pelo ralo!

domingo, 22 de abril de 2012

Atestado de tristeza

Me vê um atestado de tristeza!
Faça essa proeza!
Quem sabe assim eu não reconheça,
embora com certa dureza,
a minha frieza.

Traga de volta a bondade,
que o tempo me levou e nao devolve mais.
Do alto de minha idade,
já sinto saudade
da minha velha identidade.
Por favor, faça essa caridade.

Só me responda com toda franqueza,
você pode fazer essa gentileza?
e praticar um gesto de nobreza?
à um coração que só quer de volta sua beleza.

"Finalmente, você compreende, que na vida real não se mente. Ora descrente, despertou o consciente. Agora viva intensamente, vagarosamente, dolorosamente."

sábado, 17 de março de 2012

Ser criança é ser simples


Uma tarde, fui dar aula num Jardim II. Era aquela criançadinha simpática e entusiasmada, que olhava para a cara da professora substituta com curiosidade. Mas o fato que quero narrar não aconteceu em sala de aula. Não foi durante uma briga infantil ou na hora do lanche. Foi no pátio, onde cada um levava seu brinquedo para socializar com o resto da turminha. Havia um garoto que levou um caminhãozinho de brinquedo, e estava lá, todo alegre, puxando o caminhão pra todos os lados. Um outro garoto, que não havia levado brinquedo pediu o dele emprestado, e ele prontamente, atendeu o pedido. Aí aconteceu: não é que o menino quebrou o caminhão? Bateu-o com força na parede, e então, saiu uma roda. O dono do caminhãozinho, no auge de seus 4 anos, caiu em prantos, encostado na mesma parede assassina de brinquedos. Partiu meu coração vê-lo naquele estado. Dei uma olhada no caminhãozinho e tive que mentir “tem conserto, é só colar”. Ai, parou de chorar, embora ainda meio tristonho. E eu, voltei pro meu banco, sentei e voltei a observá-los. Passados alguns minutos, vejo o menino vindo na minha direção sorrindo e correndo, com a roda do caminhãozinho na mão. Chega perto e fala “olha Pro, ainda dá pra brincar” atirando a roda ao chão e correndo atrás dela.
Essa atitude simples, nos passa uma bela mensagem. Assim como a criança achou uma utilidade para a roda, ora sem utilidade, nós também podemos seguir adiante, passando por cima dos obstáculos e fazendo deles um grande aprendizado. Pra todos os nossos problemas, sempre há uma solução. Basta abrirmos nossas mentes para as soluções.

quarta-feira, 7 de março de 2012