Numa tarde fria, após o trabalho, Glauco decide mudar sua rotina. Vai jantar no shopping! E como sempre, sozinho. Escolhe seu prato principal: strogonoff de frango. Se aconchega numa mesa próxima às plantas que enfeitam a praça de alimentação e começa a saciar sua fome. Ao seu lado, duas jovens bonitas se sentam para lanchar e começam a conversar. Glauco presta atenção na conversa que nem é muito produtiva, mas se torna seu passatempo naquele momento. As duas tagarelam sem parar, sobre o novo seriado da TV, sobre como fulana havia engordado, sobre como os namorados conseguiam ser tão viciados em futebol e blábláblás. De repente, as outras mesas ao seu redor também começam a ser ocupadas por pessoas irradiando vida. Pessoas que se preocupavam em escolher uma roupa bacana só para um simples passeio. Pessoas que se importavam em manter boas relações de amizade. Então, aos poucos, Glauco foi notando a triste verdade que nunca havia notado. Como era solitário! Olhava praquelas pessoas, sorridentes, cheias de histórias pra contar, e ele, prostrado ali, sem histórias e sem companhias. Olhava para seu strogonoff e enxergava sorrisos de outras pessoas, menos o seu. De imediato, perde a fome, levanta-se sorrateiramente e caminha rumo à porta de saída, rumo a seu carro, rumo a seu lar, rumo à cama e ao sono perdido.
sábado, 4 de dezembro de 2010
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Shoes

Esta é a minha mais nova aquisição. É, ando com um sério problema: tendo uma quedinha por sapatos. Justo eu, que sempre pensei que em toda minha vida, só usaria tênis e coturno. Sapato, só para ocasiões especiais, como um casamento, por exemplo. Mas mesmo assim, o sapato teria que ser com o menor salto possível. Pois é, o tempo passa, as coisas mudam.
Bom, comprei porque achei bonito, apesar de não gostar do jeito que ele me deixa: alta. Sei que estou indo contra a maioria das opiniões femininas, que gostam de ficar maiores do que são, mas eu já sou meio alta, e ficar maaais alta ainda, não me agrada muito.
Então, estou publicando a foto dele aqui, porque é o único sapato que comprei que não pega no meu pé (só pegou no primeiro dia de uso...). Mas já foi, não pega mais. Por isso gosto de usar ele, apesar de não gostar do tamanho que fico quando o uso. Também, o salto é bem pequeno né?!
terça-feira, 9 de novembro de 2010
Hombres

Afinal, o que eles querem? Na realidade, eu não sei, mas desconfio de algumas coisas. No quesito relacionamento, homens são sempre difíceis. Difíceis de compreender, de lidar, de nos fazer entender. No geral, não existem regras que façam um relacionamento dar certo e também nem me acho muito entendida do assunto, mas acredito que algumas das dicas postadas aqui sirvam para entender do que gostam/preferem uma grande parcela dos homens (é claro, sob a ótica de uma mulher, que pode estar errada). Porém, não é porque acho, que consigo seguir todas essas dicas, mas vale tentar. (hahaha - ha)
1 – Eles gostam de mulheres decididas. Isso é claro e se tornou óbvio quando vejo que se irritam com respostas todo tipo: “tanto faz”, “não sei”, “você é quem sabe”. Não pense que está agradando quando deixa que ele decida o que vão fazer hoje a noite. Então, mesmo que você seja a pessoa mais indecisa do mundo, tenha sempre uma resposta ou opinião para as perguntas deles, mesmo que não tenha opinião alguma. E na próxima vez que ouvir a pergunta “o que podemos fazer hoje?” responda qualquer coisa, mesmo que não saiba. Vale qualquer resposta, desde a “vamos para a balada” ou “vamos ao cinema” e até mesmo “me ajude a terminar esse trabalho da faculdade”. Muito melhor do que o terrível “tanto faz”. (vai ver se estou na esquina...)
2 – Não fique emburrada. Se algo te incomoda, fale, brigue, xingue ou bata. Mas não fique de cara amarrada esperando que ele adivinhe a causa da sua braveza. E o pior de tudo é quando eles perguntam “o que você tem?” e sua resposta é “nada”. Isso é um balde de água fria e estraga com o bom humor do moço. (bem feito)
3 – Reconheça os agrados dele. Homens têm a impressão de que as mulheres nunca estão contentes. Então agradeça e retribua os mimos dele, por menor que seja. E lembre-se que não são só as mulheres que precisam de agrados e elogios. Eles também são carentes. (que dó)
4 – Tome iniciativas. Não fique sentada, esperando que ele resolva todos os problemas sozinho. Ajude, dê alternativas, e se empenhe para encontrar soluções e resolver os conflitos. Se não agir, dará a impressão que não está ligando pra nada. (finja que liga, mesmo quando não dá a mínima)
5 – Não seja fresca. Pra esse tópico, nem é preciso argumentação! (soco na testa)
6 – Saiba que toda discussão tem fim e nem sempre quem dá a palavra final, venceu. Mulher tem costume de falar, falar, falar, falar, mesmo quando estão erradas. Seja mais flexível e não torne as situações mais difíceis do que são. As coisas estão destinadas ao fracasso e se nenhum dos dois lados ceder, não existe amor que agüente. (mas será que merece aguentar...?)
7 – Seja clara, lógica, direta e objetiva. Vale para todas as situações. Nada de ficar em cima do muro. Deixe claro sua opinião, mesmo que desagrade. (e desagrade mesmo!)
Pois é. Além de todos os problemas que os homens nos acarretam, ainda querem ser exigentes! Mas quando vale a pena, todo o esforço é válido. =P (ou não)
terça-feira, 19 de outubro de 2010
Fufu e Sisi
Fulano: Oi
Sicrano: Olá
F: Como anda?
S: Com as pernas.
F: Vai começar? Por que andas com tanto mau humor?
S: Mas eu já falei que ando com as pernas! O que esse tal de mau humor tem a ver com meus passos?
F: Tem a ver que não te deixa caminhar! Não percebes? Enquanto os dias passam, você não se esforça para enxergar as coisas boas da vida, tudo que faz é reclamar, odiar e não dar valor aos que te querem bem.
S: Ninguém quer o meu bem! Cada um só sabe olhar pro próprio umbigo. É por isso que prefiro caminhar sozinho, só com minhas pernas, sem esse mau humor ao meu lado.
F: Ele não está ao seu lado. Está em você. Dentro de ti. Ao invés de só enxergar o lado de fora, tente fazer uma análise detalhada de si próprio. Descobrirá coisas importantes.
S: Que coisas importantes? Sei muito bem quem sou e aonde quero chegar. Sou dono de meus passos, senhor do meu destino. Nós nascemos para morrer. É fato! De que adianta criar expectativas, me iludir, me esforçar e até alcançar, se depois tornar-me-ei em pó!? Assim como todos. Não há escapatória. Quem devia rever seus conceitos é você, Fulano!
F: Eu hein! Quanto desânimo. Sei muito bem que um dia todos irão morrer, mas enquanto viver, prefiro lutar, sorrir, me divertir. Não sei o que me espera depois da morte, só sei que quero ter uma vida bem vivida, plena, e me empenhar para que as pessoas que de mim se aproximam também tenham essa virtuosa visão. Vamos, deixe esse pessimismo de lado.
S: Pra quê? Por quê? Não sou pessimista, sou realista!
F: Não seja passivo diante da vida. Não fique sentado vendo-a passar. Quando se der conta que perdeu coisas importantes, verás que não tem como voltar atrás. Então aproveite. Há muito tempo ainda. Largue mão do pessimismo e aceite meus conselhos. Venha comigo. Posso te ensinar a ter novas perspectivas.
S: Ah não! Agora, além do mau humor que estava grudado em meus passos, também tem esse pessimismo segurando em minhas mãos? Olha, Fulano. Você não está falando coisa com coisa. Desisto de ter uma conversa séria com você. Estás doido e ainda tenta me convencer que o errado sou eu!! Fique aí, nesse mundo da fantasia e leve quantos quiser com você, nem ligo. Mas não vou te ajudar não! Vou continuar seguindo só, em passos largos, no indiscutível caminho da verdade.
Sicrano: Olá
F: Como anda?
S: Com as pernas.
F: Vai começar? Por que andas com tanto mau humor?
S: Mas eu já falei que ando com as pernas! O que esse tal de mau humor tem a ver com meus passos?
F: Tem a ver que não te deixa caminhar! Não percebes? Enquanto os dias passam, você não se esforça para enxergar as coisas boas da vida, tudo que faz é reclamar, odiar e não dar valor aos que te querem bem.
S: Ninguém quer o meu bem! Cada um só sabe olhar pro próprio umbigo. É por isso que prefiro caminhar sozinho, só com minhas pernas, sem esse mau humor ao meu lado.
F: Ele não está ao seu lado. Está em você. Dentro de ti. Ao invés de só enxergar o lado de fora, tente fazer uma análise detalhada de si próprio. Descobrirá coisas importantes.
S: Que coisas importantes? Sei muito bem quem sou e aonde quero chegar. Sou dono de meus passos, senhor do meu destino. Nós nascemos para morrer. É fato! De que adianta criar expectativas, me iludir, me esforçar e até alcançar, se depois tornar-me-ei em pó!? Assim como todos. Não há escapatória. Quem devia rever seus conceitos é você, Fulano!
F: Eu hein! Quanto desânimo. Sei muito bem que um dia todos irão morrer, mas enquanto viver, prefiro lutar, sorrir, me divertir. Não sei o que me espera depois da morte, só sei que quero ter uma vida bem vivida, plena, e me empenhar para que as pessoas que de mim se aproximam também tenham essa virtuosa visão. Vamos, deixe esse pessimismo de lado.
S: Pra quê? Por quê? Não sou pessimista, sou realista!
F: Não seja passivo diante da vida. Não fique sentado vendo-a passar. Quando se der conta que perdeu coisas importantes, verás que não tem como voltar atrás. Então aproveite. Há muito tempo ainda. Largue mão do pessimismo e aceite meus conselhos. Venha comigo. Posso te ensinar a ter novas perspectivas.
S: Ah não! Agora, além do mau humor que estava grudado em meus passos, também tem esse pessimismo segurando em minhas mãos? Olha, Fulano. Você não está falando coisa com coisa. Desisto de ter uma conversa séria com você. Estás doido e ainda tenta me convencer que o errado sou eu!! Fique aí, nesse mundo da fantasia e leve quantos quiser com você, nem ligo. Mas não vou te ajudar não! Vou continuar seguindo só, em passos largos, no indiscutível caminho da verdade.
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Velhice
Você percebe que está ficando velho quando faz algumas comparações de situações do cotidiano com seu passado nem tão distante. Aí vão algumas:
Você percebe que está ficando velho quando seu professor, cabeleireiro, colega de trabalho ou o motorista do carro ao lado são mais novos que você.
Você percebe que está ficando velho quando se depara com um Justin Bieber ou uma Miley Cyrus e se dá conta que são mais novos e mais bem sucedidos que você. Porque antes gostava de comparar a idade dos artistas em ascensão com a sua, e se lembrava o quanto era mais novo perto deles.
Você percebe que está ficando velho quando seus amigos começam a se casar.
Você percebe que está ficando velho quando seus pais começam a ficar com os cabelos grisalhos.
Você percebe que está ficando velho quando suas gírias estão ultrapassadas.
Você percebe que está ficando velha quando aquela saia que antes achava lindérrima já não cai tão bem em você.
Você percebe que está ficando velho quando as pessoas acima dos 30 te tratam com normalidade.
Você percebe que está ficando velho quando deixam de achar bonitinho algo banal que você fez. E na maioria das vezes, ainda leva bronca.
Você percebe que está ficando velho quando começa a preocupar-se em fazer matrícula numa academia.
Você percebe que está ficando velho quando seu desenho favorito de infância já virou lenda, e aquela música que ouvia tanto está voltando às paradas de sucesso em outra versão (piorada).
Você percebe que está ficando velho quando seu professor, cabeleireiro, colega de trabalho ou o motorista do carro ao lado são mais novos que você.
Você percebe que está ficando velho quando se depara com um Justin Bieber ou uma Miley Cyrus e se dá conta que são mais novos e mais bem sucedidos que você. Porque antes gostava de comparar a idade dos artistas em ascensão com a sua, e se lembrava o quanto era mais novo perto deles.
Você percebe que está ficando velho quando seus amigos começam a se casar.
Você percebe que está ficando velho quando seus pais começam a ficar com os cabelos grisalhos.
Você percebe que está ficando velho quando suas gírias estão ultrapassadas.
Você percebe que está ficando velha quando aquela saia que antes achava lindérrima já não cai tão bem em você.
Você percebe que está ficando velho quando as pessoas acima dos 30 te tratam com normalidade.
Você percebe que está ficando velho quando deixam de achar bonitinho algo banal que você fez. E na maioria das vezes, ainda leva bronca.
Você percebe que está ficando velho quando começa a preocupar-se em fazer matrícula numa academia.
Você percebe que está ficando velho quando seu desenho favorito de infância já virou lenda, e aquela música que ouvia tanto está voltando às paradas de sucesso em outra versão (piorada).
Você percebe que está ficando velho quando não acompanha mais as novidades dos games e acha meio complexo os que são lançados.
terça-feira, 5 de outubro de 2010
Pra não dizer que não falei das flores

Chegara a hora de pôr as cartas na mesa. A muito tempo estava diferente. Queria mudar a situação, mas não sabia como. Talvez, não tivesse outro jeito. A única saída seria dar um fim à causa do sofrimento, sabendo que depois disso as coisas iriam piorar, mas o tempo resolveria. Afinal, o tempo é o senhor da razão. Nada como um dia após o outro.
Analisara bem a situação. De que adianta ir se matando aos poucos, se as perspectivas indicam que nada daquilo iria passar? Estava totalmente descrente de um final feliz. Aliás, difícil era apontar algo que acreditava. Perdera as esperanças em tudo, em todos. Provavelmente, o melhor seria pensar mais em si. Contudo, não conseguia. Até em si estava descrente e os problemas martelavam mais e mais em sua cabeça.
Não conseguia mais demonstrar seus sentimentos. Nem tinha mais vontade. Nem mereciam mais. O pior de tudo é que estava se acostumando a dor, às decepções, às mágoas, à tristeza. A tempos mantia em seu semblante um ar taciturno e as pessoas estavam percebendo aquilo. E por mais que tivesse se acostumado a situação, precisava se desprender do que lhe fazia mal. Sabia exatamente os motivos que levaram aquela situação e as mudanças não dependiam mais de si. Só queria ser como todo mundo: normal. Era pedir muita coisa?
Tinha medo de iniciar a semana e os problemas começarem, tudo outra vez, tudo igual, tudo a mesma coisa. Afinal, mal se recuperara das decepções de poucos dias atrás. Como podia superar as agruras que estavam por vir se a ferida ainda estava aberta?
Odiava ter que admitir isso, sua dependência de alguém. Mas não gostava da idéia de tê-lo pela metade, pois já se sentia só. Mesmo em pequenos relapsos de felicidade, sentia-se só. Mesmo na melhor das companhias, sentia-se só.
Analisara bem a situação. De que adianta ir se matando aos poucos, se as perspectivas indicam que nada daquilo iria passar? Estava totalmente descrente de um final feliz. Aliás, difícil era apontar algo que acreditava. Perdera as esperanças em tudo, em todos. Provavelmente, o melhor seria pensar mais em si. Contudo, não conseguia. Até em si estava descrente e os problemas martelavam mais e mais em sua cabeça.
Não conseguia mais demonstrar seus sentimentos. Nem tinha mais vontade. Nem mereciam mais. O pior de tudo é que estava se acostumando a dor, às decepções, às mágoas, à tristeza. A tempos mantia em seu semblante um ar taciturno e as pessoas estavam percebendo aquilo. E por mais que tivesse se acostumado a situação, precisava se desprender do que lhe fazia mal. Sabia exatamente os motivos que levaram aquela situação e as mudanças não dependiam mais de si. Só queria ser como todo mundo: normal. Era pedir muita coisa?
Tinha medo de iniciar a semana e os problemas começarem, tudo outra vez, tudo igual, tudo a mesma coisa. Afinal, mal se recuperara das decepções de poucos dias atrás. Como podia superar as agruras que estavam por vir se a ferida ainda estava aberta?
Odiava ter que admitir isso, sua dependência de alguém. Mas não gostava da idéia de tê-lo pela metade, pois já se sentia só. Mesmo em pequenos relapsos de felicidade, sentia-se só. Mesmo na melhor das companhias, sentia-se só.
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
O sonho que não era um sonho
Descobrira que todas as vezes que fora enganado, esculachado, injustiçado e ignorado, eram somente para disfarçar o quanto era querido e protegido. Agora sabia a verdade: todos o amavam. Idolatravam-no como se fosse Deus. E tentaria fazer de tudo para seguir adiante sem pensar muito em sua importância.
Começou a perceber que quando caminha pelas ruas, as pessoas sorriem ao observar seu rosto singelo. Como nunca reparara nisso? Algumas até se curvam diante de si. Ficam admiradas, lisonjeadas por terem a oportunidade de cruzar pelo seu caminho, pisar na mesma calçada que pisara.
Em festas, não podia ser diferente. Havia uma concorrência entre as pessoas para ver quem detinha mais sua atenção. Ofereciam-lhe doces, bebidas, riam de suas piadas mais sem graça, faziam de conta que seu cabelo estava mal ajeitado, só para poder tocá-lo.
Em lojas, os vendedores lhe ofereciam ofertas, promoções absurdas só para ter um cliente como ele, usando uma peça da loja.
Percebera que nas vezes em que fizeram-lhe chorar, usaram isso como simples pretexto para fazer de si mais forte.
Tornou-se óbvio que quando enfureceram-lhe, era pra poder admirar como ficava lindo com o semblante enraivecido.
Até mesmo tiveram a façanha de fingir morrer, só para que pudesse experimentar a dor do luto e lidar com os desafios mais delicados da vida.
Mais agora sabia. Era tudo invenção! Ah, como era bom ser querido. Na próxima vez que sofrer por amor, logicamente vai ser outro truque. É claro que sua pretendente estará completamente apaixonada. Então ele fingirá sofrimento, afinal, não é isso que as pessoas querem? Torná-lo forte, corajoso, sensível, um ser mais perfeito ainda!
Começou a perceber que quando caminha pelas ruas, as pessoas sorriem ao observar seu rosto singelo. Como nunca reparara nisso? Algumas até se curvam diante de si. Ficam admiradas, lisonjeadas por terem a oportunidade de cruzar pelo seu caminho, pisar na mesma calçada que pisara.
Em festas, não podia ser diferente. Havia uma concorrência entre as pessoas para ver quem detinha mais sua atenção. Ofereciam-lhe doces, bebidas, riam de suas piadas mais sem graça, faziam de conta que seu cabelo estava mal ajeitado, só para poder tocá-lo.
Em lojas, os vendedores lhe ofereciam ofertas, promoções absurdas só para ter um cliente como ele, usando uma peça da loja.
Percebera que nas vezes em que fizeram-lhe chorar, usaram isso como simples pretexto para fazer de si mais forte.
Tornou-se óbvio que quando enfureceram-lhe, era pra poder admirar como ficava lindo com o semblante enraivecido.
Até mesmo tiveram a façanha de fingir morrer, só para que pudesse experimentar a dor do luto e lidar com os desafios mais delicados da vida.
Mais agora sabia. Era tudo invenção! Ah, como era bom ser querido. Na próxima vez que sofrer por amor, logicamente vai ser outro truque. É claro que sua pretendente estará completamente apaixonada. Então ele fingirá sofrimento, afinal, não é isso que as pessoas querem? Torná-lo forte, corajoso, sensível, um ser mais perfeito ainda!
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